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Tamales Saltenhos Tradicionais

Tamales Saltenhos Tradicionais

150 minMédioAndina

Como fazer tamales saltenhos originais? Aprenda a técnica tradicional de moagem, o segredo da gordura de rim e como envolvê-los na palha. Uma receita regional infalível para amantes da cozinha andina.

Ingredientes

  • 1 kg de milho amarelo debulhado
  • 1 kg de carne de rosbife (cozida e picada)
  • 500 g de batatas (cozidas e picadas)
  • 200 g de cebolinha (em fatias)
  • 3 ovos cozidos picados
  • 200 g de manteiga
  • Gordura de rim (quantidade necessária)
  • 1 colher de chá de páprica (misturada com um pouco de gordura)
  • Palha de milho seca (fervida por 1 minuto)
  • Salmoura (água com sal)
  • Sal, pimenta moída e cominho a gosto
  • Cinzas limpas (para a moagem tradicional)

Modo de preparo

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    Moagem do milho: Ferver os grãos por 60 a 70 minutos em água com cinzas para retirar a casca. Num pilão (ou processador), amassar os grãos incorporando jorros de salmoura até conseguir uma pasta maleável. Integrar a pimenta, cominho e a páprica com gordura.

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    Preparação do recheio: Refogar a cebolinha com gordura de rim. Numa tigela à parte, misturar a carne picada miúda com as batatas, a cebolinha e os ovos cozidos. Temperar generosamente com cominho, pimenta e páprica.

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    Montagem: Formar um disco de massa na palma da mão. Colocar o recheio no centro, deixando uma borda livre, e fechar o tamal certificando-se de que o recheio fique completamente selado no interior.

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    Embalagem: Envolver cada peça numa palha fervida, dando formato de "bala". Amarrar firmemente as extremidades com tiras da mesma palha para assegurar o fechamento hermético.

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    Cocção: Ferver os tamales numa panela com água e sal em fogo suave durante 20 minutos para amalgamar os sabores.

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    Serviço: Escorrer e servir quentes dentro da palha.

Preguntas frecuentes

Para que servem as cinzas e de onde vêm?

As cinzas são usadas para o processo de descascamento do milho (similar à nixtamalização). O ambiente alcalino da cinza remove a casca dura do grão e o torna mais digerível. Devem ser cinzas de madeira branca (lenha de um churrasco), sem restos de plástico ou químicos.

Substituto moderno: Se você mora em apartamento e não tem cinzas, pode usar bicarbonato de sódio ou cal de grau alimentício (uma colher de sopa por litro de água).

A palha se come?

Não, definitivamente não. A palha (folha seca do milho) atua como "recipiente" de cocção e apresentação. Mantém a umidade e confere esse aroma rústico característico. O comensal a abre como um presente, mas consome apenas o interior.

O que é a gordura de rim?

É a gordura bovina mais pura, extraída da região dos rins. Fundamental pelo seu alto ponto de fusão e sabor característico que define o tamal saltenho. Consegue-se em açougues pedindo assim, ou já derretida embalada.

É uma receita andina?

Absolutamente. O tamal é pilar da cozinha andina. O tamal de milho calchaquí é a expressão máxima da cultura do Noroeste Argentino (NOA), com raízes pré-hispânicas que compartilha com a Bolívia e o Peru. Cozinha de altitude, de milho e de paciência.

Sempre se fazem com milho amarelo?

Não, para nada! Embora o milho amarelo seja super popular e dê essa cor dourada característica à massa, o milho branco (milho branco descascado) é igual ou até mais tradicional em muitas zonas do Noroeste Argentino.

Na cozinha andina existe uma variedade imensa de milhos, mas para os tamales saltenhos, a disputa sempre está entre o branco e o amarelo:

Milho Branco: Costuma ser o favorito dos puristas das receitas mais antigas. Resulta numa massa mais pálida, com um sabor um pouco mais neutro e terroso, que deixa o recheio (e a páprica da gordura de rim) ser o protagonista absoluto.

Milho Amarelo: Dá à massa essa cor vibrante e apetitosa, além de conferir um levíssimo toque adocicado que contrasta muito bem com o recheio salgado e temperado.

Ambos são corretos e tradicionais. De fato, o processo das cinzas (o descascamento do grão) se faz exatamente igual para qualquer um dos dois.

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